Há algum tempo atrás tivemos que aguentar os malditos irlandeses (que não fazem jus a seu país) do U2 para assistir ao show do Franz Ferdinand. Quem dera se todos nós soubéssemos que eles voltariam e fariam aquele puta show no Espaço das Américas.
Eis que agora parece que a banda que acompanhará os malas do Police é a excelente Fratellis. Sim, muitas coisas em comum. Duas das melhores bandas da atualidade acompanhando dinossauros do rock que, não vendo mais alternativas na música, preferiram ganhar a vida defendendo causas ambientais e até mesmo velho indíos no Brasil (?!) como nosso inesquecível amigo Raoni.
O Fratellis lançou um dos melhores discos do ano passado, Costello Music, uma das melhores músicas, Henrietta, outra das melhores músicas, Whistle For The Choir e mais uma das melhores músicas, Creepin Up The Backstairs.
Além disso, estes escoceses (estes sim, fazem jus a seu país) fizeram um dos melhores shows do Coachella. Bem verdade que a animação foi maior por causa de três conterrâneos que estavam na platéia, muito provavelmente contratados pra causar no meio daqueles americanos moribundos. Fizeram seu papel direitinho. Empurra-empurra dignos de um verdadeiro show, garotinhas-americaninhas- loirinhas - com seus biquininhos e oclinhos sendo praticamente jogadas pra longe!!! Fatos importante em um festival.
É óbvio que o Fratellis será ainda mais prejudicado que o Franz Ferdinand foi na abertura do U2. Primeiro porque se menos de 10% conhecia o Franz no show do U2 imagina quantos vão conhecer uma banda que mal tem suas músicas tocadas por aqui...num show do Police!!!! Terrível. Segundo que eles são três carinhas no meio de um palco gigante e provavelmente com o som (propositalmente) prejudicado...
Espero apenas que eles, assim como o Franz fez no Rio, toquem em um show separado!! Será????
Assim como o nascimento do rock americano, não se sabe ao certo como nasceu o rock brasileiro – e é difícil acreditar que realmente isso tenha sido “culpa” de Cauby Peixoto. Mas, uma coisa é certa: Em tempos onde o Brasil nunca havia sido campeão do mundo, foi justamente a sétima arte que trouxe “a música do demônio” para as (antes) puras mentes da juventude brasileira.
O primeiro filme que mostrou o bom e velho (mas, na época assustadoramente contagiante e desconhecido) rock ´ n ´ roll ao vivo e a cores (mesmo que fossem apenas duas delas) foi “Rock Around The Clock”, aqui chamado de Ao Balanço das Horas. Ao contrário do que muitos acham o rock não começou com Elvis Presley e a música que dá nome ao filme também não é do cantor-rebolador-militar e sim de Bill Halley. Ao lado de seus Comets, Halley foi o protagonista deste fantástico filme onde, através de uma história boba (manager que descobre uma banda caipira e tenta leva-la a cidade grande), mostra o surgimento deste tipo de música que apesar das tentativas de homicídio está longe de acabar.
OK, talvez seja estranho pensar que o The “Only You” Platters seja sinônimo de rock, mas o que dizer do fato de as sessões do filme
O início do rock brasileiro teve grande influência da cultura americana. Consequentemente, muitas daquelas canções que nós cremos que são puramente geniais, são, na verdade, regravações de gente como Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Little Richard e turma. Aliás, a própria “Rock aorund the clock” foi reagravada pela cantora Nora Ney com o título “Ronda das Horas”.
Este é mais um argumento de que o cinema é sim algo que marca um fato, tema que foi discutido por aqui há pouco tempo atrás. Não que seja documental, até porque dentro do gênero documentário não necessariamente se DOCUMENTA algo, mas todo registro é representativo de uma época. Um pensamento, uma estética e uma sociedade que se torna muito mais interessante de ser conhecida através do cinema. Por essas e outras assista “Ao balanço das Horas”, com Bill Halley and his Comets!!!!!!!!

Bill Halley e seu sexy caracol na testa....
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